quinta-feira, 05/11/2026

Diretriz de Cardiogeriatria Apresenta Novas Recomendações para o Tratamento de Idosos

No último mês, o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia trouxe à tona a terceira edição da Diretriz de Cardiogeriatria, elaborada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Este documento, que se tornou referência na prática…

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No último mês, o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia trouxe à tona a terceira edição da Diretriz de Cardiogeriatria, elaborada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Este documento, que se tornou referência na prática clínica, oferece diretrizes fundamentais para o diagnóstico, estratificação de risco e tratamento de pacientes idosos com doenças cardiovasculares. Com mais de 170 páginas, a diretriz enfatiza que as decisões médicas devem considerar a saúde global do paciente, priorizando aspectos como a capacidade funcional e a presença de comorbidades, em vez de se basear apenas na idade cronológica.

Um dos destaques dessa nova edição é um capítulo inovador que aborda a síncope, um tema inédito em diretrizes globais voltadas para a população geriátrica. A síncope, frequentemente responsável por quedas em idosos, pode ser um sinal de condições cardiovasculares graves. A SBC revela que aproximadamente 45% das quedas não acidentais nesta faixa etária são atribuídas a episódios de síncope não diagnosticados. A diretriz também alerta para os perigos da polifarmácia, onde o uso de múltiplos medicamentos pode levar a quedas de pressão arterial e desmaios, situações que, ao contrário dos jovens, não são acompanhadas de uma reação defensiva nos idosos, resultando em fraturas e traumas sérios.

Outro aspecto relevante abordado na nova diretriz é a fragilidade em idosos, uma condição que não deve ser considerada uma consequência inevitável do envelhecimento. A fragilidade, caracterizada pela redução da reserva fisiológica, aumenta a vulnerabilidade do paciente a eventos adversos, como infecções e desidratação. A boa notícia é que essa condição pode ser revertida com intervenções adequadas, como exercícios de resistência. Sinais iniciais de sarcopenia, como a fraqueza na pegada, dificuldade em se levantar e marcha lenta, são fundamentais para o diagnóstico precoce.

A Avaliação Geriátrica Ampla (AGA) é uma abordagem que deveria ser padrão para todos os idosos, pois oferece uma análise abrangente das condições clínicas, funcionais e sociais, envolvendo uma equipe interdisciplinar. Essa prática coordenada é essencial para garantir que os profissionais de saúde atendam às complexas necessidades dessa população crescente e vulnerável.

Crédito da imagem: Cardiogeriatria é tema de livro