terça-feira, 03/11/2026

A resiliência como chave para a reinterpretação de experiências de vida

Hoje é um dia marcante: o blog “Longevidade: modo de usar” celebra uma década de existência. Lançado em 3 de novembro de 2016, o primeiro texto, intitulado “Infância e adolescência foram reinventadas. Agora é…

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Hoje é um dia marcante: o blog “Longevidade: modo de usar” celebra uma década de existência. Lançado em 3 de novembro de 2016, o primeiro texto, intitulado “Infância e adolescência foram reinventadas. Agora é a vez da velhice”, refletia sobre a percepção da idade e os tabus que a cercam. Ao compartilhar que tinha 58 anos, a autora se deparava frequentemente com a incredulidade alheia, revelando uma sociedade que ainda luta para aceitar o envelhecimento. Com quatro livros publicados e um compromisso renovado com a causa, a autora se identifica como uma “idosa militante”, desafiando a ideia de um papel secundário na velhice.

No contexto do GeriatRio 2026, a psicóloga Cristiane Novaes, especialista em Saúde Pública, trouxe à tona questões fundamentais sobre o impacto das mudanças climáticas na população idosa, além de enfatizar a importância da resiliência. Novaes afirma que a resiliência não é um mero otimismo, mas sim uma resposta psicobiológica que pode mitigar os efeitos do estresse crônico. Ela aponta os principais desafios que os idosos enfrentam, como declínios físicos e emocionais, mas também sugere que a adaptação e a busca por novos significados podem transformar essas dificuldades em oportunidades de crescimento.

A resiliência pode ser cultivada através de diversas ferramentas, como o domínio da tecnologia, que ajuda a combater o isolamento; uma atitude positiva que reinterpreta limitações; e a espiritualidade, que oferece propósito em meio à incerteza da vida. A autora reafirma sua crença de que a velhice deve ser reinventada por aqueles que a vivenciam, uma geração que não se conforma em ser vista como secundária. Para ela, o desafio é mudar a narrativa que cerca o envelhecer, promovendo uma visão mais otimista e aberta sobre a maturidade.

Ao concluir seu primeiro texto, a autora deixou claro que seu objetivo era criar um espaço para discutir a maturidade e todos os seus aspectos. Com gratidão, ela reconhece o apoio daqueles que a acompanharam nessa jornada, reafirmando seu compromisso de encorajar uma conversa mais ampla sobre a vida em todas as suas fases. O convite está feito: vamos juntos continuar essa luta por um envelhecimento mais digno e respeitado.