segunda-feira, 19/10/2026

Cerca de 30% dos adultos nas capitais enfrentam sintomas de insônia, com especialistas destacando os riscos à saúde associados

A insônia é uma realidade que afeta milhões de brasileiros, e o programa Fantástico trouxe à tona as causas e as soluções para esse problema que, muitas vezes, é subestimado. Patrick, um homem de…

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A insônia é uma realidade que afeta milhões de brasileiros, e o programa Fantástico trouxe à tona as causas e as soluções para esse problema que, muitas vezes, é subestimado. Patrick, um homem de 35 anos, é um exemplo claro dessa luta diária. Ele, como muitos, se vê preso em um ciclo de noites em claro, enfrentando as consequências em sua vida profissional e pessoal. Especialistas alertam que a insônia não é apenas um incômodo passageiro; suas repercussões podem incluir aumento do risco de doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, como AVC e demência.

Em um estudo recente, constatou-se que cerca de um terço dos adultos nas capitais brasileiras apresenta sintomas de insônia, que se manifestam como dificuldade para iniciar ou manter o sono, resultando em fadiga e prejuízos nas atividades cotidianas. Quando esses sinais se tornam frequentes, é crucial buscar ajuda profissional.

A situação de Vitória, de 30 anos, também ilustra os efeitos debilitantes da insônia. Desde a infância, a artista plástica enfrenta dificuldades para dormir, o que impacta diretamente seu humor e sua energia diária. Em sua narrativa, ela descreve a sensação de estar drenada, especialmente após despertar no meio da noite, tendo que lidar com uma mente agitada e cheia de preocupações.

Os especialistas, como o psiquiatra Alexandre Azevedo, apontam que o estilo de vida contemporâneo, caracterizado pela exposição constante a telas e iluminação artificial, contribui para a confusão do relógio biológico do corpo. Isso leva a um estado de alerta que dificulta o relaxamento necessário para o sono. Azevedo enfatiza que, embora medicamentos possam ser uma opção, o tratamento comportamental é a abordagem inicial recomendada.

Durante um acompanhamento de dez dias, tanto Patrick quanto Vitória receberam orientações práticas para melhorar seu sono, como evitar telas antes de dormir e manter horários regulares. Para Vitória, acordar sempre no mesmo horário foi uma mudança significativa. Já Patrick iniciou a terapia cognitivo-comportamental, uma estratégia eficaz para reverter a relação negativa que muitos têm com o sono.

Pesquisas recentes revelam que o sono profundo desempenha um papel vital na “faxina” do cérebro, removendo toxinas acumuladas ao longo do dia. A falta de sono compromete esse processo, aumentando o risco de doenças neurodegenerativas. Além disso, o neurologista Diego Carvalho destaca que a insônia está associada a sérios problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas e AVC, especialmente em pessoas acima dos 60 anos.

Ao final do acompanhamento, ambos os participantes relataram melhorias significativas em suas vidas. Vitória notou um aumento na disposição, enquanto Patrick se sentiu esperançoso sobre a possibilidade de dormir melhor sem depender de medicamentos. Essa experiência deixa claro que a insônia não deve ser encarada como um fardo intransponível. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece suporte para quem busca ajuda, reforçando a ideia de que um sono reparador é essencial para a saúde física e mental.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — PIRO4D (pixabay)