segunda-feira, 19/10/2026

Entenda o adenocarcinoma, o tipo de câncer associado ao Papa Leão XIV

Recentemente, o Papa Leão XIV, de 71 anos, enfrentou um diagnóstico preocupante: adenocarcinoma de pulmão, uma forma de câncer que pode afetar até aqueles sem histórico de tabagismo. A descoberta do tumor se deu…

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Recentemente, o Papa Leão XIV, de 71 anos, enfrentou um diagnóstico preocupante: adenocarcinoma de pulmão, uma forma de câncer que pode afetar até aqueles sem histórico de tabagismo. A descoberta do tumor se deu após exames que revelaram um nódulo no pulmão direito do pontífice. Para tratar a condição, os médicos optaram pela remoção da parte inferior do pulmão, onde a lesão estava localizada.

O adenocarcinoma é o subtipo mais prevalente de câncer de pulmão, representando entre 40% a 50% dos casos diagnosticados, conforme especialistas. Embora o fumo seja um fator de risco significativo, a incidência do câncer também é observada em indivíduos que nunca fumaram. O câncer de pulmão, frequentemente silencioso nas suas fases iniciais, pode ser identificado acidentalmente durante exames para outras condições de saúde.

Esse tipo de câncer se origina de células glandulares e, apesar de 80% dos casos estarem relacionados a fumantes, o adenocarcinoma também se destaca entre não fumantes. As causas exatas para o desenvolvimento desse tumor em pessoas que não fumam ainda não são totalmente compreendidas. Entretanto, fatores como poluição, histórico familiar, exposição a substâncias tóxicas e o gás radônio, um elemento natural que pode se acumular em ambientes fechados, são considerados riscos potenciais. O radônio, segundo a Organização Mundial da Saúde, é a segunda principal causa de câncer de pulmão, após o tabagismo.

Os sintomas do adenocarcinoma de pulmão podem ser sutis no início, o que frequentemente leva a diagnósticos tardios. Entre os principais sinais que podem aparecer estão tosse persistente, falta de ar, dor torácica, tosse com sangue, febre e perda de peso inexplicada. Em alguns casos, os sintomas podem indicar que o câncer se espalhou para outras partes do corpo, como ocorreu com Gleison, que, após meses de dores de cabeça, foi diagnosticado com um tumor cerebral que se originou de uma lesão pulmonar.

A abordagem terapêutica para o adenocarcinoma varia de acordo com o estágio da doença e a presença de metástases. Quando detectado precocemente, a cirurgia pode ser uma opção viável. No caso do Papa, a remoção do lobo inferior do pulmão foi realizada por meio de uma técnica minimamente invasiva, o que reduz o tempo de recuperação. Após a cirurgia, o tumor é analisado para determinar características que guiarão o tratamento subsequente.

Com os avanços na área oncológica, novas opções de tratamento têm surgido, como as terapias-alvo e a imunoterapia. Gleison, por exemplo, recebeu imunoterapia após resultados insatisfatórios com quimioterapia convencional, levando a uma redução significativa no tamanho dos tumores. Atualmente, ele e Paulo, outro paciente diagnosticado com adenocarcinoma, estão em remissão, sem sinais da doença.

A experiência de Paulo ilustra como o câncer de pulmão pode ser descoberto sem sintomas evidentes. Ele foi diagnosticado aos 61 anos após uma febre persistente, que inicialmente levou a um diagnóstico de pneumonia, mas que, subsequentemente, revelou a presença do adenocarcinoma. Isso ressalta a importância de investigar alterações identificadas em exames, mesmo na ausência de sinais claros de câncer. A detecção precoce pode aumentar as chances de tratamento eficaz, especialmente quando a doença ainda está confinada ao pulmão.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — Alexas_Fotos (pixabay)