sábado, 17/10/2026

Jovens enfrentam aumento de pressão arterial e obesidade devido à diminuição da atividade física

Um recente levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia revela um dado alarmante: a atividade física entre crianças e adolescentes está em declínio. O estudo, que envolveu cerca de 6 mil estudantes de três estados…

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Um recente levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia revela um dado alarmante: a atividade física entre crianças e adolescentes está em declínio. O estudo, que envolveu cerca de 6 mil estudantes de três estados brasileiros, mostra que um em cada três jovens está acima do peso e quase 28% já apresentam hipertensão. Esses problemas não só afetam a infância, mas também podem ter consequências sérias na vida adulta.

Bruna, uma adolescente que decidiu transformar sua vida, é um exemplo positivo em meio a esses dados preocupantes. Com uma nova abordagem em relação à alimentação e à atividade física, ela compartilha: “Comecei a me apaixonar pela alimentação saudável” ao incorporar frutas como kiwi e morango em sua dieta. A iniciativa de mudança foi impulsionada por um programa escolar que incentivou hábitos saudáveis, algo que sua mãe, Denise, considera essencial para elevar a autoestima da filha.

Entretanto, o cenário geral é desanimador. O cardiologista Álvaro Avezum, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, enfatiza que 12% dos jovens têm um tempo de tela que ultrapassa sete horas diárias, enquanto a prática de exercícios físicos se limita a apenas duas horas semanais nas escolas. Essa combinação de sedentarismo e excesso de tecnologia tem gerado um aumento preocupante nos casos de hipertensão, especialmente entre os adolescentes com sobrepeso, onde 60% já enfrentam esse problema.

A situação não é exclusiva do Brasil. Um estudo comparativo realizado em 31 países indicou que quase 37% dos jovens entre 18 e 24 anos não conseguem dedicar 30 minutos semanais à prática de exercícios, muito aquém das recomendações médicas. Isso reforça a urgência de intervenções que priorizem um estilo de vida mais ativo desde a infância.

A mensagem é clara: a prevenção deve começar cedo. De acordo com o cardiologista, cerca de 90% dos casos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC) podem ser evitados com mudanças simples de estilo de vida. Fatores de risco adquiridos na juventude estão intimamente ligados à saúde na vida adulta. Portanto, hábitos como não fumar, praticar atividades físicas regularmente e manter uma alimentação balanceada são fundamentais para garantir um futuro mais saudável.

Bruna, focada em suas escolhas, expressa a esperança de um futuro mais equilibrado e saudável: “As oportunidades de construir uma vida com maior qualidade são essenciais.” É um lembrete de que, apesar dos desafios, mudanças positivas são possíveis e necessárias.