sexta-feira, 16/10/2026

Exame de linfonodos ajudará a determinar o estadiamento do câncer do Papa e a necessidade de novos tratamentos

A recuperação do Papa Leão XIV, após a cirurgia para remoção de um tumor no pulmão, segue conforme o esperado, conforme informações divulgadas pelo Vaticano. O adenocarcinoma foi confirmado e o lobo inferior do…

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A recuperação do Papa Leão XIV, após a cirurgia para remoção de um tumor no pulmão, segue conforme o esperado, conforme informações divulgadas pelo Vaticano. O adenocarcinoma foi confirmado e o lobo inferior do pulmão direito foi retirado, mas o estadiamento do câncer — que indica a extensão da doença — ainda não foi revelado. A expectativa é que a análise dos linfonodos removidos na operação, realizada na última terça-feira (13), esclareça se o tratamento cirúrgico foi suficiente ou se o pontífice, de 71 anos, necessitará de intervenções adicionais.

Os médicos que acompanham o Papa, Luigi Carbone e Stefano Margaritora, relataram que os exames realizados nesta quarta-feira (14) mostraram uma recuperação normal, sem complicações. O pontífice já consegue caminhar pelo quarto, realiza fisioterapia respiratória e retornou a uma alimentação regular. A técnica minimamente invasiva utilizada na cirurgia costuma requerer um período de recuperação de 15 a 20 dias, e complicações como infecções são consideradas raras, segundo especialistas.

É importante destacar que os linfonodos desempenham um papel crucial na classificação do câncer de pulmão, servindo como pontos de passagem para as células malignas. A análise laboratorial desses gânglios é essencial para determinar se a doença se espalhou, e isso influenciará o tratamento futuro do Papa. O oncologista Stephen Stefani explica que, além do tamanho do tumor, é vital verificar se existem múltiplas lesões pulmonares e o estado dos linfonodos.

A peça removida, que inclui o lobo e os linfonodos, será submetida a um exame patológico detalhado. O cirurgião torácico Ricardo Terra enfatiza a importância de retirar a peça completa, com margens de tecido saudável, para minimizar o risco de recorrência do câncer. O exame laboratorial não apenas determina o tamanho do tumor e a condição dos linfonodos, mas também busca mutações genéticas que podem indicar tratamentos específicos.

Os próximos passos no tratamento do Papa dependerão dos resultados dos exames. Se o tumor estiver restrito ao lobo removido e os linfonodos estiverem livres de células cancerígenas, o acompanhamento poderá se restringir a consultas regulares e exames de imagem. Por outro lado, se houver comprometimento dos linfonodos ou um estágio mais avançado da doença, o pontífice pode ser submetido a tratamentos mais abrangentes, como quimioterapia ou terapia imunológica.

A expectativa sobre os resultados dos exames é alta, especialmente considerando a agenda do Papa, que inclui visitas programadas ao Uruguai, Argentina e Peru em novembro. A comunicação do Vaticano não especificou quando os resultados serão divulgados, mas é certo que eles influenciarão a rotina do pontífice nos próximos meses. Enquanto isso, a recuperação do Papa continua a ser monitorada de perto, com a esperança de que ele retorne rapidamente às suas funções.